Pisos permeáveis crescem em tecnologia e se adaptam às cidades

Repensar a questão hídrica, fazer uma reflexão sobre a sua cidade. Em tempos de chuvas extremas ou escassas, o revestimento de piso vai além do estrutural. Linhas como a Ekko Plus da Castelatto, são totalmente permeáveis e possibilitam a aplicação em projetos técnicos, como praças ou vias públicas, ideais para onde há a necessidade de drenagem do solo. Indicada para caminhos, acessos, calçadas de áreas públicas, garagens, calhas de beiral no solo e outras situações em paisagismo, permitem o tráfego de veículos leves.

Disponíveis no formato 40 x 40 cm e 60x 60 cm, as peças da linha Ekko Plus surgem em cores como o rosso, mesclado e cinza, o acabamento pode ser natural, lavado ou fresado, como este da imagem acima. E seu índice de permeabilidade supera 90%.

Ao absorver a água da chuva e mantê-la por um tempo em sua base-reservatório, esses pavimentos reduzem a velocidade com que a água escoa para as galerias subterrâneas e minimizam as enchentes. E os fabricantes têm investido em design, o que contribui para embelezar calçadas e jardins. Vale lembrar, no entanto, que a permeabilidade desses pisos está ligada ao terreno sobre o qual são assentados. De nada adianta instalá-los sobre um contrapiso de concreto. O correto é cobrir o solo com uma camada de brita grossa, outra de brita fina e um banco de areia, e só então dispor o revestimento.

Os pisos permeáveis absorvem a água e reduzem o risco de enchentes, pois escoam quase completamente a água (alguns modelos ultrapassam os 95% de drenagem) com muita rapidez, impedindo o acúmulo do líquido.

Por não deixar poças – e também por sua qualidade antiderrapante – aumentam a segurança das calçadas ou entornos de piscinas, pois evitam acidentes como quedas e escorregões.
Case LOHA – reaproveitando a água da chuva

 

O escritório Lorcan O’Herlihy Architects (LOHA) projetou um sistema especulativo de intervenções para o Los Angeles River que “examina a relação entre urbanização e uso da água para desenvolver novos modelos de adensamento que reconhece e se baseia em padrões ecológicos e infraestruturais existentes”. Chamado de WATERshed, o projeto faz parte da exposição “Shelter: Rethinking How We Live in Los Angeles” em cartaz no A+D Museum que explora novas tipologias de habitação em Los Angeles.

Com seu modelo de regeneração urbana, LOHA espera abordar questões como a estiagem na Califórnia e a previsão da ONU de que até 2030 quase metade da população mundial estará vivendo em áreas assoladas por problemas hídricos. Assim, o plano utiliza o Los Angeles River como fonte de água para proporcionar caminhos de crescimento sustentável em Los Angeles, fazendo da cidade um exemplo para outras regiões.

Grandes áreas de baixa permeabilidade (por exemplo, ruas e construções) reduzem a quantidade de águas pluviais que pode entrar no solo. A drenagem dispõe dessa água de forma muito eficiente também, transferindo-a para o sistema de recepção e privando os aquíferos desta água.

Com pavimento poroso, a água pode ficar separada daqueles elementos e limpa de poluentes, tais como óleo de motor e sedimentos. Águas pluviais devem ser capturadas, recicladas e armazenadas.

 

“Eu acredito que os ciclos da água tanto o real e o virtual são mecanismos integrados, portanto, precisamos adaptar uma abordagem integrada para a gestão da água. Gosto de desafios técnicos com soluções para os problemas que muitas pessoas acreditam estarem além de nossos limites técnicos atuais. Eu tendo a achar que, na realidade, estamos apenas limitados por nossa própria imaginação” – Paul Davies – é engenheiro e atua na equipe de Energia e Recursos, é líder mundial da ARUP – empresa global de projetos multi-disciplinares para diversidade e sustentabilidade.

 

 Ekko Plus em Hotel Modelo

A Ekko Plus da Castelatto, pisos e revestimentos em concreto arquitetônico, esteve no Hotel Modelo, edição 2015 da Equipotel, maior feira do setor hoteleiro no país. Com uma instalação de 450m² que simula perfeitamente um hotel completo.

A Linha foi escolhida pelo arquiteto responsável pelo projeto, Paulo Lúcio de Brito, para revestir o jardim na entrada do hotel. Além de ser um produto resistente a alto tráfego, possui característica permeável, não permitindo o acúmulo de água e criação de poças, o que garante um maior uso e aproveitamento do espaço pelos hóspedes.

No sistema drenante a água deve ser captada e conduzida ao subleito. É indicada a realização de projeto com estudo do solo por um profissional especializado. De acordo com a Castelatto, a indicação é que a etapa de assentamento seja realizada conforme análise do Manual de Assentamento de Pavimentos Permeáveis, desenvolvido pela Associação Brasileira de Cimento Portland ABCP – reconhecida nacional e internacionalmente como a maior entidade de referência em pesquisas e suporte ao mercado brasileiro da construção civil.

Por que o mercado cresce em tecnologia drenante e o Plano diretor de Drenagem Urbana:

O PDDU é um documento normativo que estabelece mecanismos de gestão da infraestrutura urbana relacionada com o escoamento da água pluvial na área urbana. Nada mais natural, do que o mercado evoluir para criar novas possibilidades para os cidadãos e clientes, além de se manterem competitivos no segmento de pavimentação, cujas inovações se alinham constantemente dentro da dinâmica urbana.

Seus princípios, em resumo, são:

  •  Planejamento integrado com as outras infraestruturas; •  O escoamento não pode ser ampliado pela ocupação; • Os impactos da ocupação sobre a drenagem não podem ser transferidos para outros locais; • Previsão de ações de controle de redução da carga poluidora na água pluvial; • planejamento dos diferentes espaços urbanos com critérios de ocupação e uso do solo; • estabelecer uma política de controle de cheias por meio de medidas estruturais e não estruturais, considerando a bacia como um todo; • valorizar os mecanismos naturais de escoamento com políticas de preservação; Manejo de águas pluviais urbanas • prever meios de implantação do controle; • incentivar a participação da comunidade na sua elaboração e alocar recursos destinados a ações na área da educação ambiental.

Esses revestimentos possuem capacidade de vazão de água que varia de 82 a quase 100%, permitindo a drenagem das águas pluvias para o subsolo. Por suas características sustentáveis e de proteção urbanística, esses pisos são indicados, inclusive, pelos órgãos públicos para a construção de áreas externas, já que se enquadram nas leis de áreas de permeabilidade impostas. Conciliam exigências de permeabilidade dos terrenos e a vida útil da área.

Para fazer o download do Manual de Assentamento de Pavimentos Permeáveis através do link:

http://www.abcp.org.br/conteudo/wp-content/uploads/2011/06/Cartilha_Pav_Intertravado_Permeavel_v1.pdf

Fotografia: F. Junior – Equipotel 2015 -Arquiteto Paulo Lúcio de Brito

 

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